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Neurociência como aliada para o departamento de Marketing 

 

Você sabia que, de acordo com especialistas, 90% das compras realizadas pelos consumidores são feitas de maneira inconsciente? E que, muitas vezes, não levamos a razão em primeiro lugar na escolha de produtos simples, como alimentos, itens de limpeza ou até o sabonete que vamos usar na hora de tomar um banho? 

 

Esses são apenas alguns exemplos de como a neurociência deixou de ser apenas uma questão da área da saúde e alcançou um outro globo: o do marketing. Inclusive, desse “casamento” nasceu o neuromarketing, que trata do estudo do impacto de campanhas publicitárias ou itens no subconsciente do público e como isso pode conquistar os consumidores. 

 

O neuromarketing ganhou um destaque significativo nos últimos anos com o dinamarquês Martin Lindstrom, que passou a estudar justamente essas relações entre os produtos e consumidores e, em 2008, divulgou o livro “A Lógica do Consumo”, que mostrava os bastidores desses estudos e logo se tornou um best-seller. 

 

Contudo, a criação do termo surgiu em 1990 por meio de Gerry Zaltman, da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e passou a despontar depois de grandes instituições do mercado passaram a analisar a eficácia dos anúncios e propagandas por meio da contratação de laboratórios universitários estadunidenses para a realização de estudos. 

 

Muitos acreditam que o valor ou até o reconhecimento da marca são fatores essenciais para a escolha de determinado item, mas a neurociência vem provar que não. Se esses são fatores primordiais, porque estão existem marcas de luxo ou marcas com preços altos em relação ao concorrente, mas que fazem tanto ou mais sucesso? 

 

Como o conceito de neuromarketing pode ser utilizado no dia a dia? 

 

Primeiramente, é necessário compreender que o subconsciente do indivíduo é primordial na hora da decisão de compra. Ou seja, muitas vezes trabalhamos com a chamada “intuição” em vez de aspectos técnicos para decidir qual fast food vamos comprar, por exemplo. Diante disso, pesquisas de mercado, enquetes, entre outros, muitas vezes, não transparecem totalmente as principais características do consumidor. 

 

Com isso, o trabalho das técnicas de neurociência, por meio de pesquisas para as áreas mais profundas da psiquê humana, permite que encontremos os motivos pelo qual cada indivíduo reage. Diante disso, por meio da análise das ondas cerebrais é possível verificar, com exatidão, como a pessoa é impactada em cada ação e, a partir disso, colher as informações mais precisas para trabalhar com campanhas de marketing ou anúncios que atinjam de forma direta os principais pontos e aumente a possibilidade de sedução e fidelização com a marca. 

 

A partir destes dados, podemos destacar que o neuromarketing alia o uso de tecnologia avançada e técnicas de pesquisas de marketing com a finalidade de conhecer mais o seu público-alvo e, com isso, desenvolver estratégias para o desenvolvimento de campanhas mais assertivas e que vão cativar mais as pessoas. 

 

Mais do que isso, o uso da neurociência por profissionais de marketing possibilita que eles tenham uma melhor tomada de decisão, por meio da apresentação de diversas informações precisas e direcionadas sobre as necessidades do seu público-alvo, para que, com estes dados, possam atingir de forma efetiva e direta o seu consumidor. 

 

Isso é de extrema importância, ainda mais em uma geração no qual o público coloca como um dos principais requisitos a busca por atendimento personalizado por parte das empresas. Por consequência, quem desenvolver o projeto ou campanha que tenha um caráter mais íntimo e atinja a pessoa como se ela fosse o ponto principal é a que fideliza o cliente. 

 

Quais as principais técnicas da neurociência que são aplicadas no marketing? 

 

Agora que você conhece a importância da neurociência e também como ela pode ser utilizada na rotina do departamento de marketing, é primordial também o conhecimento acerca das principais técnicas que podem ser utilizadas para o desenvolvimento de um projeto marcante e que atinja diretamente o seu objetivo, seja na fidelização ou na captação de novos públicos. 

 

Primeiramente, é necessário salientar que não apenas o conteúdo presente no texto é importante na hora de cativar o seu público, mas também outros elementos que muitos podem achar sem tanta necessidade, como por exemplo as cores em uma peça. Você já conhecia a psicologia das cores? Cada tonalidade pode apresentar diferentes sensações que vão desde a alegria, desejo, ansiedade ou até a tristeza, negação ou tranquilidade no cérebro humano. 

 

O uso da psicologia das cores é muito adotado não apenas em campanhas, mas até em fatos simples, tais como o desenvolvimento de um logotipo. Só para exemplificar, este é o motivo do porque empresas de fast food abusam e usam de cores vivas como o vermelho e amarelo em seus logos, identidades visuais, comerciais, entre outros, pois permite que haja um despertar do apetite do consumidor, além de serem facilmente perceptíveis a longa distância. 

 

Confira alguns exemplos de cores e as sensações que elas podem despertar no cérebro da pessoa. 

 

  • Azul: sinal de confiança, por isso muitos bancos escolhem essa tonalidade; 
  • Branco: transparência, limpeza, o que o faz uma das principais na área da  saúde; 
  • Preto: luxo, por isso as marcas para populações A e B usam esta cor; 
  • Rosa escuro: alegria, uma das cores preferidas em buffets infantis; 
  • Rosa claro: embora tenha nuances de romance, traz uma maior delicadeza; 
  • Roxo: inteligência; 
  • Vermelho: amor e paixão.

 

Contudo, é importante salientar que existem casos que essas colorações podem variar de pessoa para pessoa. Por conta disso, muitas empresas, a fim de captar o máximo de consumidores e públicos-alvo distintos, optam pela mescla de várias tonalidades. Um exemplo disso, podemos encontrar em algumas das principais marcas de celular do Brasil. 

 

 

Storytelling e exclusividade: Outros pontos importantes no neuromarketing 

 

Mais do que colorações que impactem a mente do seu consumidor, um bom storytelling também deve ser adotado. O que isso significa? É que a campanha, logo ou ação de marketing deve apresentar uma narrativa que desperte emoções para o seu público-alvo. 

 

Um exemplo está naquelas campanhas famosas de Natal que as marcas costumam fazer. Ali, está presente mais do que apenas momentos de alegria e emoção, mas, no subconsciente, os valores da empresa para que, de forma indireta e sem você ter visto um determinado produto ou serviço, guarde a marca de forma positiva na memória e, assim, se torne um consumidor em potencial. 

 

Em terceiro lugar, embora o seu projeto de marketing apresente-se para um determinado nicho ou grupo de pessoas, ele deve apresentar uma exclusividade. Ou seja, o projeto precisa “conversar” com o seu público como se fosse a instituição olhando para cada indivíduo. Isso ocorre pois, quanto mais exclusivo o tratamento, maior a probabilidade dele ser impactado. 

 

O cuidado com a narrativa, com o uso correto das cores e o tratamento exclusivo ao seu cliente em sua campanha despertará um dos pontos principais na neurociência: o da ligação emocional com o público-alvo. Isso fará com que ele tenha lembranças positivas relacionadas com a sua marca o que, consequentemente, permitirá que haja uma maior fidelização. 

 

Um dos exemplos mais práticos que podemos citar é da famosa música “O bife”, uma das mais leves e fáceis para quem pretende aprender a tocar piano ou teclado e, até hoje, não deixa de ser relacionado com uma famosa marca de iogurtes para crianças. E vale lembrar que esta campanha já tem quase 30 anos. 

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Gatilhos mentais e o seu uso no marketing 

 

Você sabia que, antes mesmo da descoberta e estudo do uso da neurociência no marketing algumas das técnicas já eram aplicadas pelos profissionais do meio? A mais popular e que todos devem conhecer se chama o uso de gatilhos mentais por meio das campanhas, fossem por mídia escrita, rádio ou televisão. 

 

Esses gatilhos são palavras que atingem diretamente a mente da pessoa e despertam o interesse ou necessidade de adquirir determinado produto ou serviço. Com certeza, já deve conhecer algumas destas seguintes frases abaixo: 

 

  • Compre já; 
  • Ligue agora;
  • Aproveite, antes que acabe; 
  • Corra, pois é por pouco tempo; 
  • Você não vai ficar de fora.

 

Estes são alguns gatilhos famosos que trazem a sensação de escassez, de que a pessoa precisa participar, pois corre o risco de ficar de fora. Existem outros modelos de frases que podem atingir diretamente a mente da pessoa e fazê-la com que tenha um maior interesse em determinado produto ou serviço. 

 

Com o advento da internet, o uso desta ferramenta passou a se popularizar ainda mais, principalmente nas redes sociais. Só para exemplificar, podemos citar os canais no Youtube e as frases padrão: “Inscreva-se agora e não deixe de receber os nossos vídeos”, “Não fique de fora e acompanhe a nossa live”, entre outros. 

 

Outra forma de gatilho mental que é muito adotado é a repetição de forma estratégica. Pode-se perguntar, como isso deve ser feito de forma estratégica, mas o essencial é focar nos principais dados e que vão fornecer os itens listados acima: vantagem, exclusividade e bem-estar para o cliente. 

 

Mais do que atiçar a visão das pessoas, trabalhar com os outros quatro sentidos é importante para criar uma conexão com o público. Você nunca se perguntou o por que existem empresas que oferecem amostras grátis de alimentos, perfumes ou produtos de beleza? Eles têm o objetivo principal de despertar a sua atenção por meio de alguns elementos importantes: 

 

  • Exclusividade, mostrando que você é importante e merece ter uma experiência com a marca de forma gratuita; 
  • Trabalho com os sentidos, pois você sentirá vontade de experimentar o cheiro do perfume, o gosto do alimento ou até mesmo o toque da roupa no corpo. 

 
Ou seja, a partir de uma experiência sensorial, você terá um impacto muito maior do que apenas ter uma experiência de apenas visualizar determinado item no mercado ou serviço por meio do comercial na internet ou televisão. 

 

Por conta disso, muitas vezes, descontos em produtos ou informações vitais acerca de promoções são ditas em mais de uma oportunidade, com a finalidade de fixá-las na mente das pessoas e fazer com que haja uma chance maior de instigar a curiosidade ou até fidelizar esse público. 

 

Entretanto, é importante que, como dito acima, toda essa estratégia de marketing e ferramentas descritas no decorrer deste artigo sejam feitas após uma pesquisa minuciosa, no qual o uso da neurociência permite que haja uma maior análise do seu público-alvo e do inconsciente das pessoas, o que garante maior eficácia e, consequentemente, uma fidelização dos consumidores. 

 

Agora que conhece o que é o neuromarketing e quais as principais ferramentas são adotadas para a sua utilização no desenvolvimento de projetos e campanhas, você precisa fazer esta pergunta: Como as têm utilizado e se elas estão atingindo de forma correta o seu nicho de mercado. Qual mensagem a sua agência ou empresa tem passado para o público?