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Marketing de Varejo com Neuromarketing

 

Sérgio Czajkowski Jr aborda o tema “Marketing de Varejo” com Cibele Marques de Souza, Diretora de Marketing da FasTest Brasil e João Pentagna, sócio-fundador da Atingir +.

 

Sérgio é Docente em cursos de Graduação e Pós-Graduação, Doutorando em Administração, Consultor nas áreas de Planejamento Estratégico, Gestão de Pessoas, Vendas e Marketing (Digital, de Serviços e de Varejo).

 

Tópicos abordados:

- Como o Neuromarketing pode ajudar as indústrias e os varejistas

- Panorama atual do Varejo brasileiro e os próximos passos

- O que os varejistas devem fazer para tornar a CX mais atrativa nos varejistas

- Case do Varejo brasileiro

 

Sérgio diz que, para funcionar no dia a dia, o Marketing de Varejo deve ser inter e transdisciplinar. Só funcionará se contar com áreas como Publicidade, Psicologia, Jornalismo, Relações Públicas e até ciências exatas.

 

Diante do aumento da quantidade de estímulos de marketing que somos submetidos no Varejo on e offline, devemos não pensar em áreas específicas, mas em pessoas, números e tecnologias como um todo para obtenção de resultado, como acontece com o Neuromarketing.

 

João comenta sobre a última edição da NRF, feira do varejo mundial, onde são discutidas as tendências do mercado e que existem diversas tendências claras no mercado, como o big data, omnichannel, social commerce, live commerce, metaverso etc. No entanto todas visam entender e atender melhor o cliente, estar onde o cliente está em sua jornada e gerar o melhor atendimento possível, ou seja entender e atender melhor o cliente e coloca que muitas vezes os varejistas pecam no básico.

Em contrapartida ele afirma que os varejistas pecam muito no básico, como o atendimento. Diante disto ele questiona sobre qual é a opinião do Sérgio em relação ao panorama atual do Varejo brasileiro e o que ele acredita ser os próximos passos.

 

Sérgio diz que, no Brasil, adotamos práticas amadoras se nos compararmos a mercados mais avançados como o americano e o chinês. Historicamente o varejo passou a ser estudado no Brasil a partir dos anos 90. Até os anos 90 tínhamos uma política de reserva de mercado, as empresas que estavam presentes aqui não tinham interesse em estudar sobre as tendências pois sabiam que o mercado era só delas. Isso, ao invés de estimular, a indústria e o varejo, desestimulou o desenvolvimento. Enquanto o varejo é mais estudado com intensidade há mais de 100 anos, aqui a união da academia com o mercado iniciou há pouco mais de trinta anos.

Como tendências que pode observar na NRF, destaca como mais importantes:

 

  • Ênfase das jornadas realmente multicanais, primando pelas práticas do anychannel, ou seja, processos de compra 100% integradas. Existe a necessidade de eliminar ruídos nas etapas: pesquisa, compra, retirada e a troca de maneira integrada. Existem clientes que pesquisam no online e compram na loja física e vice-versa;
  • Fortalecer as práticas de CRM – trabalhar as novas tecnologias como o big data com sinergia para usá-las dentro do planejamento estratégico;
  • Live commerce hoje sendo fundamental para promover a interação do shopper cuja essência é a utilização, ao vivo, de forma virtual, para os consumidores assistirem. Começou na China, mas é uma tendência que está ganhando e vai expandir muito aqui no Brasil;
  • Cross border ou comércio transfronteiriço que se resume a compra de produtos em lojas virtuais em outros países como o Ali Express e o Shopee, por exemplo. Hoje, muitos concorrentes de um varejista pode estar em outro lugar do mundo;
  • Ferramentas de conversação dentro do processo de compra, principalmente, em compras digitais para esclarecimento de dúvidas durante o processo de aquisição;
  • Quick commerce que são as entregas super expressas que acontecem de 15 a 60 minutos. A ANAC autorizou o iFood para realizar entregas através de drones;
  • Utilização de pagamentos instantâneos como o PIX;
  • Desenvolvimento sustentável ou Certificações EXG que se resume em pensar em práticas socialmente responsáveis pelas empresas, que já é uma exigência dos consumidores.

​​​​​​Tecnologias como o Neuromarketing, tem que ser estudadas pelos varejistas. Sergio cita 3 exemplos:

 

  • Decodificação facial que, no passado era feita com equipamentos rebuscados, hoje pode ser realizada online pela câmera do computador;
  • Resposta Galvânica da pele que é o monitoramento da sudorese das mãos. Quando estimulados tendemos a suar mais em determinadas regiões do corpo e, quando detecta-se isso, é um indicador para analisar de maneira mais precisa o cliente;
  • EyeTracking que identifica os pontos de atenção dos consumidores para produtos e gôndolas nos pontos de venda físicos com óculos especiais, mas também para sites de ecommerce através de algoritmos também pela câmera do computador.

Apesar dos principais polos de inovação do varejo serem Estados Unidos e China, Sergio destaca alguns cases brasileiros:

 

  • Grupo Madero – criou o aplicativo próprio do grupo que compreende Madero, Jerônimo e Dundee Chicken & Burgers. Esta é uma tendência que vem sendo adotada também por outros grupos no país;
  • Studio Z – se apoderam das decisões minuto a minuto. Os colaboradores assistem Big Brother e de acordo com as roupas utilizadas pelos participantes em episódios de grande audiência, são determinados os looks para as vitrines das lojas para o dia seguinte. Isso reflete também nos estaques do site da marca;
  • Market4U que oferece mercados autônomos em shopping e condomínios. O sucesso se deve a comodidade proporcionada pelos produtos estarem no caminho do consumidor;
  • Casas Bahia e Americanas.com utilizando o Live Commerce;
  • Smart lockers onde os shoppers podem escolher receber os produtos comprados virtualmente. Na cidade de São Paulo 30% dos CEP tem algum tipo de restrição. enquanto no Rio de Janeiro esse número alcança o patamar de 45%. Desta forma esta solução democratiza as compras online pelos residentes dessas regiões;
  • Cocooning – 100% dos entrevistados nos Estados Unidos acreditam que o trabalho será híbrido ou 100% online, ou seja, o novo normal será mais focado em poucos deslocamentos

 

Sérgio alerta que, as empresas crescem e quem está no topo da hierarquia muitas vezes não está ciente do que acontece na prática do ponto de venda. Recomenda que todos saiam da frente do computador no ar-condicionado e visite as lojas.